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    Travessia Bonete X Castelhanos – IlhaBela SP

    Um trekking com belas praias e cachoeira

    Bora relatar a eleita das mais belas travessias do litoral de são paulo, é claro que não é por acaso esse titulo.

    Esse trekking emocionante e desafiador, cheio de mirantes de tirar o folego fica localizado nada mais nada menos do que na ilha da princesa, a  famosa Ilhabela que foi dada para a princesa Carlota Joaquina por Dom Pedro I 
    você sabia dessa?

    Pois é a Princesa recebeu esse pelo presente de Dom Pedro no inicio chamava -se ilha da princesa mais a diante veio receber  o nome de IlhaBela.

    Mas vamos deixar a história de lado e começar a relatar sobre essa travessia de 3 dias que fizemos do extremo sul da ilha até o Norte.

    Percorrendo 44km da portaria do parque estadual da serra do mar no Borrifos inicio da trilha até a portaria da trilha de Castelhanos.

    As praias do percurso são:

    Praia do Areado | Praia do Bonete | Praia de Anchovas | Praia de Indaiaúba | Praia vermelha | Praia mansa | Praia de Castelhanos.

    Apesar de ter várias praias no roteiro também podemos contar com mirantes entre as praias, vale relatar que o nível de dificuldade da trilha é de médio a pesado por ter várias subidas e trechos de morro com mata fechada no percurso.

    mas depois de um sobe morro de lascar sempre tem aquele mirante maravilhoso para respirar e contemplar que com certeza vale a pena o esforço não é mesmo?

    Durante o percurso também passamos por cachoeiras e rios logo  no início da trilha temos a cachoeira da lage que é uma  parada obrigatória  para se refrescar antes de chegar a praia do bonete.

    Chegando na cahoeira da Lage

    Curiosidades

    Ilhabela é um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e está localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de São Sebastião. É formada por um conjunto de 14 ilhas e ilhotes, sendo que a maior ilha é a de São Sebastião, onde está localizada a sede administrativa do município e o Parque Estadual de Ilhabela.

     

    No percurso você vai encontrar belos mirantes de antes de descer para a praia seguinte e depois de subir os morros e passar por elas.

    Para quem faz pela primeira vez é sempre uma surpresa maravilhosa e um presente deparar com uma vista incrivel do alto, isso com certeza anima qualquer trilheiro.

    A primeira parte da trilha é chegar a praia do bonete após ter passado pela  cachoeira da lage e a praia do Areado muitos passam batido essa praia que vale a pena conhecer é lindissima formada de rochas e pedras  ainda sem areia é sensacional você tem a impressão de uma praia selvagem e inóspita além de poder acampar como fizemos em uma noite de lua cheia o visual  do jantar com certeza foi sensacional.

    Vale lembrar  que devemos sempre ter o respeito e a consciência de levar o lixo, não deixar alimentos e resíduos na natureza após um acampamento não é ideia fazer fogueiras, mas se o fizer mantenha ela bem apagada para evitar queimadas são cuidados essenciais para campings selvagem.

    Todos os nossos campings desse roteiro de 2 noites e 3 dias foram selvagens decidimos passar por essa experiência para conhecer e desbravar um pouco  mais da região.

    pôr-do-sol Praia do Areado

    Porém há várias opções de campings nesse trekking pagos para reserva a praia do bonete é uma das opções com hospedagens diversas camping, hostel e pousada vou deixar aqui também ao final da matéria dicas de camping para você que vem de fora chega na ilha  um dia antes e quer descansar para iniciar  a trilha no dia seguinte. 

    Os locais que acampados foi na praia do Areado como relatei a cima após passar pela segunda ponte na trilha do bonete esta a placa praia do areado entrando lado mar e caminhando a aproximadamente 500m você acessa essa praia exuberante vale lembrar que na praia tem água doce e riachos que correm para o mar bica de agua doce também para cozinhar.

    A vila e a praia do bonete

    Sem dúvida essa travessia é uma das mais bonitas do litoral norte a cada trecho no percurso é  salgar o corpo na praia e refrescar -se nos Riachos depois.

    A um pouco sobre  a vila do bonete que é parada obrigatória se não para camping mas para o descanso e banho de mar apreciando esse visual, conhecendo um pouco mais sobre a cultura caiçara local.

    A praia tem uma faixa de  600m de areia com o rio Nema desaguando no canto, cheio de canoas coloridas tradicionais de lá. À frente, um mar azul que é um sonho pra quem curte pegar onda. E não é daquela pra pegar jacaré, não. É onda grande, de uns 3m de altura, pra surfista fazer a festa.

    A comunidade caiçara mantém sua tradição até hoje  a vila  do bonete é composta de pescadores, caçadores gente simples e encantadora muito  simples e ao mesmo tempo com um pouco de prosa é possível aprender e ouvir histórias riquíssimas sobre a cultura caiçara local

    Quem é o povo caiçara?

    Apesar de morar a 22 anos no Litoral norte eu sempre digo quando as pessoas perguntam-me de onde sou digo Sou Caiçara já que neste roteiro é uma viagem também cultural passando por duas das maiores comunidades isoladas da ilhabela que é a comunidade do bonete e a do castelhanos em quesito isolamento fica atrás somente da ilha de vitória em São Sebastião.

    Essa região do litoral me abraçou e encontrei aconchego, amigos e profissão aqui no litoral norte desde então procuro dar valor e muito respeito aos que me acolheram e aqui segue um breve relato de quem são essas pessoas que habitam nas ilhas, comunidades e são filhos natos  dessa terra exuberante. 

    O caiçara é  aquele que nasce e vive nas cidades de caraguatatuba, Ubatuba, ilha bela e  São Sebastião, que sobrevive da pesca, da agricultura, artesanato e turismo.

    Ele vive em pequenas comunidades de forma simples trabalha de forma coletiva, partilha as colheitas e divide o pescado, respeita e protege o mar e a mata, de onde tira o seu sustento, preserva a sua tradição e cultura por meio de danças, músicas, artesanato, festividades e a delíciosa culinária podemos aproveitar e mencionar aqui o peixe com mandioca dentre outras atividades e pratos típicos da região.

    Esse povo construiu  a cultura própria, a cultura caiçara vem se transformando ao longo do tempo e se adaptando ao desenvolvimento cultural, político, social e  econômico no litoral norte paulista. 

    Minha  admiração  e respeito a todos os caiçaras  assim continuo mais um pouco sobre a travessia

     

    Em direção a praia das enchovas e indaiaúba seguimos para  segunda fase da travessia no segundo dia de trilha.

    A praia das enchovas não é permitido acampar há poucos moradores no local tem uma pequena casa de farinha artesanal.

    Seguindo e subindo a diante  depois  de chegar a Indaiaúba a noite caiu e acampamos em um bambuzal aos pés de um riachinho onde só cabiam mesmo as duas barracas.

    Praia das enchovas
    Praia de Indaiaúba

    A noite foi longa com muitos ruídos fizemos o jantar sem estrutura de camping e tentamos descansar em meio a alto ruído dos bambus estalando na mata.

    Foi complicado dormir eu e meu companheiro de trilha fiemos varias pausas na  madrugada para fazer chá e se distrair do barulho da ventania.

    Pela manhã o vento deu uma trégua e o silêncio se fez soberano na mata levantamos e fizemos o café da manhã e bora seguir para o último dia  da travessia o destino é a praia de castelhanos.

    vale lembrar que antes de acessar a praia de indaiaúba passamos por um condomínio fechado com casas alto padrão não é permitido parar e ficar por muito tempo no  local por ser monitorado  impressionante ter uma estrutura  dessas em meio a uma mata densa e fechada.

    terceiro dia da travessia é a parte maior em percurso de mata  fechada se não estiver acompanhado de  guia local aconselho não ir sem navegação ou gps, principalmente neste trecho há varias bifurcações na época que fizemos tinha muitos trechos com troncos caídos as subidas íngremes continuam durante o percurso até chegar a vista tímida da costa da praia vermelha e mansa  por trás.

    Nessa parte da trilha eu me senti na selva foi a sensação que a mata fechada me trouxe.

    Uma parada para respirar e contemplar

    Essa é quase uma vista de despedida ao passar pela parte mais difícil de mata densa da travessia acabam-se os  morros  é simplesmente um mirante para respirar e contemplar não tem palavras para descrever essa beleza aos pés dessa vista chegamos a praia Mansa com uma incrível vista de recepção ambiente bem caiçara e deserto uma ou duas casas no local e alguns caiçaras  a beira mar jogando suas tarrafas.

    Na sequência vem praia mansa e  uma pequena vila de moradores onde fazer o trajeto para o castelhanos á pé é comum ver o movimento das pessoas na trilha que passa por  um riachinho e uma leve subida enfim a ultima para avistar praia de castelhanos nosso destino final e ponto de chegada.

    Por falar  em contemplação recomendo  fazer essa travessia em 3 ou 4 dias é ideal usar alguns momentos para conexão e as paradas para aproveitar os riachinhos, cachoeiras e praias.

    Caso você não vá com guia é ideal conversar com grupo ou parceiro de trilha que vai valer a pena seguir um ritmo muito mais importante do que o chegar e sim o aproveitar a caminhada.

    Por fim chegamos a praia de castelhanos a ultima do roteiro destino final do nosso trekking da parte sul até norte passando por praias e paisagens incríveis.

    Ao chegar na praia de castelhanos descanse tire as botas e coloque os pés no mar, delicie-se com uma agua de como geladinha e um peixe caiçara em um dos vários quiosques a beira mar.

    Neste dia a maré estava muito alta na praia do castelhanos outra dica também é deixar as mochilas e visitar o mirante do coração logo a 5 minutos da ponta da praia o visual é incrível para bahia de castelhanos uma vista sensacional.

    Na praia do castelhanos também possui   camping diversas opções para se escolher uma comunidade queda para ser acessada por veículo 4×4.

    Diferente da comunidade do bonete que relatei a cima, a estrutura do castelhanos já é melhor possui energia elétrica e wi-fi a pesar da estrada de acesso ser bem ruts e longa.

    é comum fazer a locação de jipes principal veículo de locomoção no nosso caso subimos de jipe já reservado para nossa volta.

    A reserva dos jipes é facilmente feita por jipeiros da região na vila da ilha ou contato direto. 

    E assim termina mais uma travessia pelo litoral paulista se você gostou da matéria, deixe seu comentário ou dúvidas assim me incentiva a sempre relatar os trekkings e trilhas.

    Preserve sempre a natureza, leve seu lixo e não faça fogueiras vamos desfrutar dessa conexão divina com consciência.

    Agradeço a parceria dessa travessia meu amigo Fabiano Santos foi um prazer ter a sua Cia e experiência compartilhar  momentos incríveis.

     

    Indicações e contatos:

    Guia:  oke-a ventura

    Jipes: Castelhanos Tur

    Camping na ilhabela: Velim camping

    Hostel na Vila: Hostel da vila

  • Travessias,  Trekking

    Vale do Pati – Chapada Diamantina

    O coração da Chapada Dimantina - Vale do Pati

    A chapada é realmente mágica, cada pedaço em sua extensão tem uma energia incrível e única, um dos atrativos é o vale do pati que é conhecido também como o coração da chapada, o Vale fica dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, uma área protegida pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio).

    Na medida que vamos conhecendo a chapada nos damos conta do quanto é imensa a sua extensão conta com 38 mil km² repletos de atrações é muito o que explorar.

    Os Roteiros são extensos e indicado para pessoas que praticam atividade física regularmente, que já tiveram alguma experiência em caminhadas de longo curso e que desejam explorar as mais belas paisagens da Chapada Diamantina com as próprias pernas. As caminhadas são consideradas intensas, pois são repletas de subidas e descidas íngremes, travessias de rios, trechos com pedras soltas e terrenos irregulares. Alguns dias com caminhadas longas, de dia inteiro. Os pernoites durante o trekking no Vale do Pati são feitos em casas de nativos, que oferecem quartos e banheiros coletivos e deliciosas refeições típicas, sempre muito elogiadas. Este roteiro não é indicado para pessoas sedentárias ou inexperientes em longas caminhadas.

    A principal dica é para você que vai pela primeira vez é:

    Conheça a chapada dividindo roteiros por Região não queira fazer toda de uma vez vários pontos de uma vez o acesso é por caminhadas em sua grande maioria é essencial a contratação de um guia os roteiros de trekking que  variam de 3 a 8 dias dependendo dos pontos de visitação  e  ritmo pessoal de caminhada.

    Uma das principais regiões para trekking é o vale do pati onde passei 3 dias em caminhada em hospedagem por casa de nativos, neste roteiro eu passei por cachoeiras, vales como o nome da região já diz, fendas, planaltos além de proporcionar momentos de contemplação e reflexão durante as longas caminhadas, subindo e descendo montanhas.

    “Nem precisa dizer o quanto a vista encanta os olhos de quem está encontrando a primeira vez a chapada na verdade é inexplicável.”

    Mirante da cidade de andarai
    Após bons kms de camihada já temos vista do vale e morada de nativos

     O Vale tem 3 principais acessos, Guiné (distrito de mucugê),  Andaraí e Vale do capão (distrito de Palmeiras).

    Um pouco da vida no pati e as estadias

    A nossa  primeira estadia  foi a Casa do seu Jóia, onde a simpatia e a fartura na mesa foi compensador pela longa caminhada.

    A segunda  casa do nosso repouso foi a casa do Sr. Eduardo Lugar de uma boa prosa e uma comida deliciosa além deslumbrante vista frente a propriedade, uma piscina natural ao lado de casa, como também tem acesso para as trilhas – Cachoeirão por cima, Cachoeirão por baixo, cachoeira dos Funis, Castelo, cachoeira do Calixto, encontro dos rios.

    O carinho e a energia dos  patizeiros (assim chamados os moradores do pati)  é único são pessoas que levam uma vida simples e tem um coração enorme e acolhedor é perceptível no olhar é como estar em casa.

    A vivência no Pati é  perfeito para desconectar do mundo e aproveitar desde a silenciosa caminhada ao descanso na casa dos nativos, sem internet  a energia elétrica só para o necessário é gerada através de painéis solares, não tem banho quente o ideal para quem não curte banhos gelados é tomar banho no rio antes do por-do-sol  nesse período do dia a temperatura da água esta ótima.

    As casas possuem conforto é necessário para o descanso recarregar as energias e seguir para o próximo dia.

    “E por falar em recarregar a energia prepare-se para provar a  culinária local, pois a comida é deliciosa com sabor do tempero que só a Bahia tem.”

    Casa do seu Jóia
    A vista do café da manhã

    “Um fato curioso  é que cerca de três mil pessoas já chegaram a habitar no vale, na época do auge da mineração de diamantes e da produção cafeeira na região, já chegou a ter escola, igreja e prefeitura.”

    Hoje vivem cerca de 10 famílias e a principal atividade é a hospedagem para o turismo local onde o principal veiculo de acesso são mulas ou por caminhadas, veículos com motores não conseguem chegar ao pati, portanto tudo que existe hoje na produção de casas, utensílios entre outros foram levados dessa forma a pé ou no lombo das mulas. Ressaltando a importância de valorizar o conforto e a cordialidade dos moradores  na hospedagem.

    Casa do seu Eduardo
    vista do Café da manhã
    Hora do Jantar- Casa do Seu Eduardo
    A casa do Sr. Eduardo fica nas proximidade do Cachoeirão

    Seguimos com belos mirantes do Roteiro

    Nosso percurso segue com a visita do cachoeirão por baixo fica a poucos km’s da casa do Seu Eduardo.

    Cachoeirão por baixo é uma trilha fácil porém o nível de dificuldade começa aumentar  com trepa-pedra para acessar o poço é preciso ter cuidado ao passar por pedras muito escorregadias e cheias de limo independente da época a humildade é alta.

    Na medida que se aproxima da região do poço em formato de coração com vários paredes enormes a vista é de uma dimensão maravilhosa sentir -se pequeno diante de tamanha grandeza e beleza do local.

    Mesmo em épocas de estiagem que a quedas de 300 M do  cachoeirão não estão abundantes o visual de baixo pra cima é simplesmente divino.

    Vale lembrar sempre na importância da preservação do local trazendo lixo de volta ideal é que não faça alimentação no local para sua maior preservação.

     

    Cacheirão por baixo

    BOM SABER…

    A altitude varia de 1000 a 1600 metros.
    O relevo é compreendido por vales, área de baixa altitude cercada por áreas mais altas, as montanhas. Durante a travessia, você visitará tanto os pontos mais baixos quanto estará nas mais altas montanhas.
    A caminhada pelo Pati tem grande variação de relevo, onde é possível Andar em trechos planos e de nível leve como enfrentará também ladeiras íngremes e trilhas elevadas, mas todo o esforço vale a pena pois ao vencer uma grande dificuldade os visitantes terão como recompensa os mais belos panoramas onde o cansaço e esforço passarão por despercebidos!

    Vamos Subindo - fenda do Cachoeirão

    Alto do Pati

    “O alto do Pati é um dos lugares mais bonitos da travessia na minha opinião a cereja do bolo.”

    A paisagem tem um misto de mirantes com e tirar o folego, queda de cachoeiras, fendas, platos e uma vegetação encantadora com vista de montanhas e vales.

    A paisagem é muito diversificada por isso em sí só é um misto de emoções.

    Há diferentes roteiros a fazer no alto do pati, tanto que ainda volto para fazer o morro do castelo, um pouco da parte baixa como igrejinha e o  exuberante vale do capão vale muito  a pena conhecer.  entre outros que não tive tempo e o prazer de vivenciar nesse trekking.

     Esse mirante do cachoeirão e a vista do pati e incluindo o morro do castelo são  um dos visuais mais bonitos.

    É claro que cada um tem em particular um olhar diferente fica ai algumas imagens de mirantes que você vai sem dúvida fazer registros incríveis e vivenciar  sensações únicas como sentar no “cavalinho” assim chamado esa parte do mirante do cachoeirão assistir as quedas de 300m  ter aos seus um canyon fantástico, ter o vento batendo no rosto é uma sensação indescritível é simplismente um templo de meditação proporcionado por essa vista expetácular. 

    Cachoeirão por cima
    Um pouco de paisagem da parte alta
    Mirante do Pati

    Uma dica rápida para quem vai passar dias em uma jornada como travessia é esquecer o quanto falta pela frente, desconectar-se dos problemas e preocupação e viver o máximo possível com intensidade toda energia que o ambiente naturalmente te proporciona.

    Apesar das dores no corpo, peso da mochila e algumas sensações que temos ao sair da zona de conforto esse é o real motivo do roteiro uma real conexão.

    Quando me conecto a natureza com a alma vem uma sensação de leveza e segurança inexplicável como se toda a paisagem fizesse parte de mim.

    Já tentou para e observar algum lugar assim!?

    Mirante do Guiné

    A experiência no Pati

    Relato breve sobre a minha experiência pessoal no pati embora já tenha descrito várias impressões pessoal que vivencei no texto.

    O pati para mim foi mágico estar indo pela primeira vez foi  uma sensação intensa de conexão ancestral e maravilhosa com a natureza e a beleza do lugar, o Brasil  tem muitos lugares  porém nada se compara a energia da Chapada, durante o percurso é perceptível  que a riqueza do lugar  não esta somente na natureza mas na história e nas pessoas que são simples e muito cordiais o sorriso e a energia é algo sensacional que só a Bahia tem.

    Dica de Hospedagem e Guias

    relatei aqui que é indispensável a contratação de um guia ou agências mesmo para praticantes de trekkings experientes.

    Deixo links e locais de hospedagens que passei sem dúvidas foram essenciais para o roteiro.

    Guias no Pati: Clique e confira!

    Max trekking – Nativo do vale

    Espirito da Mata  

    Joel Guia PNCD

    Daniel Chapada Adventure 

    Hospedagem na cidades de em Andaraí  e Lençóis:

    Hostel Andaraí – boa localização, estrutura e preço

    Lençóis Natora Chales – bom custo beneficio, privacidade e conforto

    Quanto custa os serviços de guiagem?
     

    Vai depender do seu roteiro aproximadamente  de R$ 450 valor em 2021 inclui a diária de um guia + hospedagens com refeições na casa dos nativos, taxa do parque.

    Valor de hospedagens nas cidades próximas ao vale R$ entre 60 a 80 a diária em hostel’s e pousadas de médio porte.

    O transporte

    Nas cidades da chapada o transporte é muito complicado e caro pela distância percorrida geralmente tudo é muito distante e o maior e mais fácil meio de trasporte é moto táxi.

    Indico cotar o valor de transporte principalmente do resgate com guia ou verificar se esta incluso no pacote da agencia contratada  (geralmente é incluso nas agências)

    Melhor período para trekkings: De maio a Setembro.

     
    Regras do parque clique e confira antes de ir.
     

    Como montar meu roteiro

    As  quatro principais portas de entrada para o pati estão nas cidades de Andaraí, Lençóis e capão e guiné (mucugê). dependendo da região que for conhecer na chapada você irá usar uma dessas três cidades como porta de entrada ou saída para o vale do pati clique e confira!

    Check list Básico do que levar

    1. Mochila confortável de 30, 40 ou 50 litros com capa de chuva;
    2. Mochila de ataque
    3. Bota ou tênis previamente amaciado. Os calçados impermeáveis podem trazer mais conforto ao atravessar um rio ou trechos com lama, além de protegê-los da criação de bolhas;
    4. Roupas leves e confortáveis para caminhar, sendo bermuda ou calça (ou calça-bermuda, com zíper);
    5. Camisetas de secagem rápida (1 em uso e 2 extras);
    6. Luvas para se proteger das pedras durante as subidas e descidas
    7. Pijama ( Dica: leve uma camiseta que sirva de pijama e que possa ser usada no último dia de trilha. Já reduz o peso);
    8. Pares de meias apropriadas para atividade para evitar bolhas (1 em uso e 2 extras). Manter os pés secos protege contra bolhas; ( Dica: Durante as caminhadas use uma meia macia e uma meia espessa por cima da meia macia, dessa maneira você evitará bolhas e calos em seus pés);
    9. Uma canga ou toalha de secagem rápida;
    10. Roupa de banho;
    11. Capa de chuva;
    12. Par de chinelo;
    13. Kit para higiene pessoal em frascos pequenos. Xampus e sabonetes só podem ser utilizados nas casas dos nativos;
    14. Medicamentos de uso pessoal (guias não podem medicar)
    15. Chapéu ou boné com proteção para o pescoço e rosto
    16. Protetor solar e repelente;
    17. Câmera fotográfica e carregador de bateria 
    18. Lanterna (opcional)
    19. Cantil ou garrafa de 1,5 litros. O guia orientará onde enchê-lo no caminho. Na casa dos nativos poderá pegar água dos filtros de barro;
    20. Saco de lixo. Você é responsável pelos resíduos que produz. Traga de volta o seu lixo.
    21. Bastão para auxiliá-lo na caminhada.
    22. Máscara de proteção e alcool gel

    Agradecimentos:

    O viajante369 –  pelas Indicações e roteiro! siga no instagram para inspiração e dicas de viagens, trekkigs e afins.

    Max guia na chapada –  pela guiagem desta travessia  com segurança, maestria enfim toda  vivência no pati.

    Joel guia – pelo city tour e me relatar e apresentar o melhor lençóis entre roteiros, cachoeiras, cultura local e histórias.  

    E a toda hospitalidade da Bahia! 

    A minha ancestralidade Bahiana na qual tive uma conexão profunda nesta viagem.💖

    A todos a minha grande e alegre GRATIDÃO 🙏🙌

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